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Rede Rural de Segurança alcança 14 mil pessoas e vira referência em Santa Catarina

Programa da Polícia Militar tem forte adesão no Planalto Norte e já apresenta queda nos índices de criminalidade no interior

O Programa Rede Rural de Segurança, da Polícia Militar de Santa Catarina, já soma mais de 14 mil pessoas atendidas na área do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Canoinhas. Ao todo, são cerca de 3.450 propriedades cadastradas em nove municípios da região, o que representa, segundo dados da PM, aproximadamente um terço de todos os cadastros do estado. Segundo o sargento Cesar Andrade, responsável pelo programa, a rede do 3º BPM é atualmente a maior de Santa Catarina, consolidando o Planalto Norte como referência em segurança no meio rural.

3º Batalhão de Polícia Militar tem se destacado na Rede Rural em Santa Catarina (Foto: Gabriel de Bem).

O programa, de caráter estadual, surgiu com o objetivo de aproximar a polícia das comunidades do campo, utilizando também o apoio da tecnologia. Só em Canoinhas, mais de 1.200 cadastros ativos já beneficiam cerca de 4 mil pessoas. Além disso, a estrutura conta com quatro bases comunitárias em áreas rurais, localizadas em comunidades como:

Em Canoinhas:

– Salto da Água Verde; e

– Valinhos.

Em Porto União:

– São Miguel da Serra; e

– Santa Cruz do Timbó.

De acordo com o comandante do 3º Batalhão, tenente-coronel Ricardo de Jesus Machado, o programa ganhou força nos últimos dois anos, com foco na prevenção e na presença policial no interior. “Uma grande parte da população vive no campo e merece um policiamento de qualidade. Com o cadastro das propriedades e o georreferenciamento, conseguimos atender ocorrências com mais rapidez e eficiência”, destacou.

Reuniões com a comunidade são realizadas para cadastrar moradias (Foto: Reprodução/PM).

Ainda segundo o comandante, já é possível perceber a redução nos crimes, principalmente furtos e roubos. “Em alguns locais, a queda chega a cerca de 70% nas ocorrências”, disse Machado. O resultado é atribuído à integração entre polícia e comunidade, além da sensação de vigilância constante. As propriedades cadastradas recebem placas de identificação, o que também funciona como fator de inibição para criminosos.

Comunidade mais segura e conectada

Moradores do interior relatam mudanças significativas após a implantação do programa. O agricultor Jefferson de Oliveira conta que já foi vítima de furto no passado, mas hoje se sente mais seguro. “Só a placa na frente da casa já muda tudo. A gente fica mais tranquilo e percebe que quem tem má intenção pensa duas vezes”, afirma.

Outro diferencial da Rede Rural é o uso de grupos de WhatsApp, que facilitam a comunicação rápida entre moradores e forças de segurança. Para a agricultora Alcione Gapski, a ferramenta é essencial. “Quando aparece alguém suspeito, a gente avisa no grupo e a polícia já vem verificar. Melhorou muito”, relata. Já a moradora Anne Tokarski destaca que a união da comunidade, aliada à tecnologia, fortaleceu a segurança local.

Como funciona o programa

A Rede Rural de Segurança funciona por meio de reuniões nas comunidades, onde os moradores recebem orientações e realizam o cadastro das propriedades. Cada local recebe um número específico, que é georreferenciado, permitindo que a polícia localize rapidamente o endereço em caso de emergência. Com isso, o atendimento se torna mais ágil e eficiente.

Atualmente, o programa atende municípios como:

– Canoinhas;

– Três Barras;

– Bela Vista do Toldo;

– Major Vieira;

– Monte Castelo;

– Papanduva;

– Porto União;

– Irineópolis; e

– Matos Costa.

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