No inverno catarinense, o mercado é tomado por tangerinas, laranjas, limas e limões no auge da safra, mais doces e baratos. Mas, além de consumir, esta também é a estação ideal para preparar as plantas para a próxima colheita. A pesquisadora Luana Maro Castilho, da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, destaca que o frio e a umidade favorecem doenças e pragas nos pomares, como fungos, musgo, cochonilha, larva mineradora e pulgão, que comprometem a produção.
Poda e proteção contra doenças
A principal dica é realizar a poda logo após a colheita, respeitando o período de cada variedade. No limão cravo, por exemplo, o corte pode ser feito entre junho e início de agosto; no Tahiti, a partir de maio; e na tangerina Morgote, em novembro. Plantas improdutivas podem passar por poda drástica, que retarda a frutificação por dois anos, mas devolve vigor e frutos maiores. Outra recomendação é aplicar uma mistura de sulfato de cobre e cal virgem no tronco, prevenindo pragas. Para pomares maiores, a calda bordalesa é indicada, mas exige equipamentos de proteção.

Substituição e escolha de mudas
Em casos de plantas muito doentes, a substituição por mudas de viveiros fiscalizados é a melhor opção, pois garantem resistência a doenças e frutificação em até três anos. O plantio deve ser feito em áreas bem drenadas e com, no mínimo, sete horas diárias de sol, para garantir crescimento saudável e produção abundante.
Fonte: Epagri.