Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando inclusive países como a Argentina. Segundo o economista Paulo Gala, a liderança catarinense é resultado da diversidade e complexidade produtiva, impulsionada pela capacidade de inovação e pela atuação de empresas altamente competitivas.
Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, ele destacou que o estado tem “a menor relação entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família do país”, reflexo de uma economia baseada em produtos industrializados de alto valor agregado.
Exportações e perspectivas para 2026
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, reforçou que Santa Catarina mantém uma das economias mais dinâmicas do país, mesmo com sinais de desaceleração. A diversidade industrial ajudou a compensar a queda nas vendas para os Estados Unidos, permitindo que as exportações do estado crescessem 5,1% até outubro e sigam rumo a um novo recorde em 2025.
Para 2026, Bittencourt projeta retomada em setores que geram muitos empregos, impulsionada pela queda dos juros. Ele alerta, porém, que a economia pode desacelerar no segundo semestre em razão do possível aumento do endividamento das famílias, estimulado por maior renda disponível e crédito mais acessível.