A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) encerrou nesta semana a Operação Quaresma com um balanço positivo: nenhuma ocorrência de maus-tratos a animais foi registrada durante o período. O resultado representa um avanço significativo em relação ao ano passado, quando seis casos foram contabilizados. A ausência de registros de práticas ilegais, como a “farra do boi” (prática considerada tradicional em algumas comunidades, a qual consiste em soltar um boi em um local aberto e persegui-lo, atualmente é proibida por lei em todo o Brasil), reflete o fortalecimento das estratégias de fiscalização e, principalmente, a maior conscientização da população catarinense sobre o respeito à vida animal.
Fiscalização e prisões
Durante os trabalhos, os policiais realizaram um monitoramento rigoroso, com a abordagem de mais de 1.600 pessoas e cerca de 2.100 veículos. Ao todo, foram executadas 550 programações operacionais para prevenir crimes ambientais. Além do foco na proteção animal, a presença policial nas ruas resultou no cumprimento de três mandados de prisão. A operação ocorreu de forma integrada com órgãos como a Cidasc e a Vigilância Sanitária, garantindo a ordem em regiões com histórico dessas práticas, especialmente em áreas de cultura açoriana.

O sucesso da operação é atribuído à presença constante das guarnições e ao temor das punições severas previstas em lei. Atualmente, quem promove ou divulga a “farra do boi” pode enfrentar multas de R$ 20 mil, enquanto participantes e proprietários de veículos ou imóveis usados na prática podem ser multados em R$ 10 mil — valores que dobram em caso de reincidência. Segundo o comando da PMSC, o objetivo é continuar aplicando a legislação de crimes ambientais com rigor, garantindo que a tradição e o respeito aos animais caminhem juntos no estado.
