A saúde mental se consolidou como a principal preocupação dos brasileiros, ultrapassando o câncer pela primeira vez. Segundo o levantamento Ipsos Health Service Report 2025, 52% da população aponta o bem-estar emocional como o maior problema de saúde — índice que era de apenas 18% em 2018.
O levantamento coloca o Brasil entre os três países que mais pensam sobre o tema no mundo, atrás apenas de México e África do Sul. Especialistas afirmam que o país vive uma “epidemia silenciosa”, resultado de um acúmulo de pressões sociais, econômicas e profissionais que têm comprometido a saúde mental da população.
No ambiente de trabalho, os reflexos são alarmantes. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que o país registrou 472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024, o maior número em uma década — um aumento de 67% em relação ao ano anterior.
Pesquisas mostram que sete em cada dez profissionais se sentem emocionalmente sobrecarregados, com sintomas como estresse, tristeza e raiva. Mulheres e jovens da geração Z estão entre os grupos mais afetados.
O impacto também é econômico: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais reduzem a produtividade e custam cerca de US$ 8,9 trilhões por ano à economia global. No Brasil, especialistas defendem que investir em programas de bem-estar e prevenção é essencial tanto para a saúde dos trabalhadores quanto para a sustentabilidade das empresas.
Fonte: Forbes.