O Senado Federal instalou a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, presidida pelo senador catarinense Esperidião Amin (PP-SC). A iniciativa busca conscientizar a população sobre os riscos da segurança digital e propor medidas para combater fraudes virtuais.

Entre as ações, está a defesa da criação de uma agência nacional reguladora, que contaria com participação civil e militar para fortalecer a proteção contra ataques digitais. O senador destacou que crimes cibernéticos já superaram métodos tradicionais de roubo, como explosões de caixas eletrônicos, tornando-se uma ameaça silenciosa à economia.
Outro parlamentar catarinense, o senador Jorge Seif (PL-SC), ressaltou a urgência do tema, apontando que, em 2024, brasileiros perderam R$ 2,3 trilhões em golpes digitais. Segundo ele, a frente parlamentar promoverá diálogos entre o setor público e privado, além de envolver órgãos como Forças Armadas, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e empresas de tecnologia.
Modelo Internacional

A ideia é estudar modelos internacionais de combate ao cibercrime e aplicar no Brasil estratégias eficientes de proteção digital. A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) também participou do evento. O presidente da entidade, Diego Ramos, destacou que Santa Catarina se tornou um dos principais polos tecnológicos do Brasil, com mais de 28 mil empresas de base tecnológica, representando 7,5% do PIB estadual.
Ele defendeu investimentos em políticas públicas voltadas para a segurança digital e apontou a necessidade de capacitação profissional para enfrentar a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos.