A circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios tem contribuído para o aumento dos casos de tosse persistente entre crianças. Segundo a pediatra e especialista em Pneumologia Pediátrica, Flávia Thereza, três vírus estão em destaque neste período: o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a Influenza A e o rinovírus. De acordo com a médica, a presença desses agentes pode fazer com que a criança apresente episódios sucessivos de infecções respiratórias, resultando em uma tosse que melhora por alguns dias e volta a aparecer. “Não é a mesma gripe que não passa. Muitas vezes são infecções diferentes ocorrendo em sequência, enquanto o sistema imunológico ainda está se recuperando”, explica.
Sinais de alerta exigem atenção
Embora a tosse seja um sintoma comum durante as infecções virais, Flávia Thereza alerta que alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. Entre eles estão o retorno da febre após uma aparente melhora, cansaço excessivo, falta de ar, chiado no peito, dificuldade para se alimentar e tosse persistente por várias semanas. Segundo a especialista, esses sintomas podem indicar que o quadro deixou de ser apenas uma infecção viral simples ou até estar relacionado a outras condições respiratórias que exigem investigação.
Quando procurar ajuda médica
A pediatra destaca que, em alguns casos, a tosse prolongada pode estar associada a doenças como asma, rinite alérgica, sinusite, bronquiolite ou outras condições respiratórias. A recomendação é que os pais observem o estado geral da criança e procurem atendimento médico sempre que houver sinais de agravamento ou persistência dos sintomas. Além disso, medidas preventivas como manter a vacinação em dia, incentivar a hidratação, garantir boa alimentação e evitar a exposição à fumaça de cigarro ajudam a reduzir os riscos de complicações respiratórias, especialmente nesta época do ano, marcada pela maior circulação de vírus.