Viver com dores intensas todos os meses, dificuldades para engravidar e a sensação de que a qualidade de vida está comprometida é a realidade de uma em cada dez mulheres que sofrem de endometriose. A doença ocorre quando o tecido que reveste o útero cresce fora dele, causando inflamação, dor e até infertilidade.
O diagnóstico pode levar até 10 anos, período em que muitas mulheres sofrem em silêncio, acreditando que cólicas intensas são normais. O Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, reforça a importância de reconhecer os sinais da doença e buscar tratamento adequado.
Doença não tem cura, mas pode ser controlada

Segundo o cirurgião geral Roger Berçot, especializado no tratamento da endometriose, a doença não tem cura, mas pode ser controlada com mudanças de hábitos alimentares, exercícios físicos e bloqueio hormonal. Em casos mais graves, a cirurgia é necessária para a remoção das lesões.
A cirurgia robótica tem se destacado como uma opção avançada, permitindo procedimentos mais precisos e menos invasivos. “A robótica veio para ser mais uma arma no tratamento da endometriose, melhorando os resultados cirúrgicos”, explica o especialista.
A endometriose pode afetar outros órgãos, como intestino, bexiga e rins, tornando essencial o diagnóstico precoce. O alerta do Março Amarelo é claro: sentir dor intensa não é normal. “A paciente tem que procurar ajuda, entender que existe tratamento e que é possível ter qualidade de vida”, enfatiza o Dr. Roger.