O uso de telas por crianças e adolescentes foi tema de um debate realizado nesta semana na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir os impactos do ambiente digital no desenvolvimento infantil. O avanço da tecnologia trouxe novas possibilidades, mas também desafios, exigindo atenção de famílias, escolas e do poder público.
Durante o evento, especialistas alertaram para prejuízos no desenvolvimento cognitivo, na concentração e nas relações sociais. O consumo frequente de conteúdos rápidos e estímulos imediatos pode reduzir a tolerância à frustração e dificultar atividades que exigem mais foco, como leitura e estudo. Também foram destacados os efeitos emocionais, como ansiedade e isolamento social, além do risco de exposição a conteúdos inadequados, cyberbullying e outras formas de violência online.
O debate também reforçou a necessidade de monitoramento e orientação no uso da tecnologia. Dados apontam que a maioria das crianças já utiliza dispositivos digitais diariamente, o que aumenta a importância de ferramentas como controle parental. A legislação recente, como o ECA Digital, estabelece regras de proteção no ambiente online, incluindo restrições e fiscalização de plataformas. Especialistas defendem que a responsabilidade é compartilhada, com ações conjuntas entre família, escola e Estado para garantir um uso mais seguro e equilibrado da tecnologia.