Uma pesquisa recente publicada na revista científica Frontiers in Nutrition revelou que o consumo frequente de substâncias como sucralose e estévia, comum em dietas e refrigerantes “zero”, pode causar mudanças significativas no metabolismo e na microbiota intestinal. A informação em destaque do estudo é que, em testes realizados com animais, essas alterações persistiram e foram transmitidas para as gerações seguintes, levantando dúvidas sobre o impacto a longo prazo na saúde dos filhos.
Embora os resultados ainda estejam restritos a modelos animais, os especialistas estão em alerta. As mudanças identificadas na flora intestinal podem aumentar o risco de desenvolvimento de condições graves, como obesidade e diabetes. A grande questão levantada pelos cientistas é como substâncias que não possuem calorias conseguem interferir de forma tão profunda no funcionamento do organismo, a ponto de deixar marcas que ultrapassam uma única geração.
Diante das descobertas, médicos e especialistas recomendam cautela e defendem que o uso de adoçantes não deve ser uma regra na dieta. Segundo cardiologistas, o ideal é focar na reeducação do paladar para aceitar o sabor natural dos alimentos, em vez de apenas substituir o tipo de substância doce.