Viajar de ônibus exige atenção redobrada ao documento de identidade, já que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) determina regras rígidas para evitar fraudes e garantir a segurança. O principal motivo de recusa no embarque é a impossibilidade de identificar o passageiro, o que ocorre frequentemente com fotos muito antigas, documentos rasgados, manchados ou com dados apagados. Vale lembrar que fotos do RG salvas na galeria do celular não têm valor legal; apenas o documento físico ou as versões oficiais em aplicativos do governo são aceitos.
Para evitar transtornos, a migração para a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem sido a recomendação principal para quem utiliza o transporte interestadual. Este novo modelo unifica os dados pelo número do CPF e conta com um QR Code, que permite a conferência instantânea da autenticidade pelas empresas de ônibus, mesmo sem internet. A CIN acelera o atendimento nos guichês e reduz as chances de erros na identificação do viajante.
Direitos e alternativas para o viajante
Caso o passageiro tenha o embarque negado, mas o documento esteja em bom estado e com foto clara, ele pode contestar a decisão, solicitando uma justificativa por escrito ou buscando informações diretamente com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) para mediação. É importante saber que, na falta de um RG legível, outros documentos oficiais com foto também são válidos para a viagem, como a CNH (física ou digital), o Passaporte ou a Carteira de Trabalho.