
O governo federal propôs nesta quarta-feira (27) a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil, atualmente aplicada a rendimentos de até R$ 2.259,20 por mês. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que destacou que o aumento da isenção será compensado por uma taxação maior para pessoas com renda superior a R$ 50 mil mensais.
A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, e, caso receba aval, só entrará em vigor em 2026 devido à regra que determina que alterações em tributos devem respeitar um período de 90 dias para começar a valer após a aprovação. Haddad garantiu que a mudança não terá impacto fiscal para o governo, pois a elevação na isenção será equilibrada pelo aumento na cobrança de contribuintes de alta renda.
Atualmente, quem ganha até R$ 2.259,20 mensais é isento de IR, e alíquotas de 7,5% a 27,5% são aplicadas conforme a faixa de renda. O governo também apresentou outras medidas de ajuste fiscal, como mudanças no abono salarial e restrições ao crescimento das emendas parlamentares, buscando economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos.