O Vaticano anunciou nesta quinta-feira (8) a eleição de Robert Francis Prevost como o novo papa. Ele adotou o nome de Leão XIV e se torna o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, além de também ter cidadania peruana, concedida em 2015. A escolha representa um novo marco na história da Igreja Católica, que há séculos era liderada majoritariamente por europeus.
Um “pastor de duas pátrias”
Prevost tem 69 anos e nasceu em Chicago, nos EUA, mas construiu grande parte de sua trajetória religiosa no Peru, onde é conhecido como o “pastor de duas pátrias”. Atuou como missionário nos anos 1980, especialmente na região de Trujillo, e mais tarde foi nomeado bispo de Chiclayo, cargo que ocupou até 2023. Essa vivência lhe garantiu fluência em espanhol e um forte vínculo com a Igreja na América Latina, reforçando sua imagem como líder conectado às realidades sociais do continente.
Perfil ligado à formação e humildade
Antes de ser eleito papa, Prevost era o prefeito do Dicastério para os Bispos, um dos cargos mais importantes do Vaticano, responsável pela nomeação de bispos no mundo inteiro. Em fevereiro de 2025, foi promovido a cardeal-bispo, ocupando a Diocese Suburbicariana de Albano, na Província de Roma. Em entrevistas recentes, Prevost defendeu uma Igreja próxima das pessoas. “O bispo é chamado para ser humilde, estar perto das pessoas, caminhar com elas e viver a mensagem do Evangelho”, afirmou. Sua eleição marca a continuidade de uma Igreja mais pastoral, como vinha sendo proposta por Francisco.