A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulgou um novo boletim que mostra a alta circulação do mosquito Aedes aegypti e o crescimento das notificações de dengue, chikungunya e zika no estado. Segundo o relatório, com dados até 6 de outubro, o inseto transmissor já foi identificado em 263 dos 295 municípios catarinenses, totalizando 55.350 focos localizados. O número preocupa as autoridades pela retomada do calor e das chuvas, que favorecem a reprodução do mosquito.
O diretor da DIVE/SC, João Augusto Fuck, alertou que o estado já registra aumento das notificações entre agosto e setembro, período em que as condições climáticas voltam a favorecer a proliferação do Aedes aegypti. “Essas doenças tendem a crescer conforme o calor e a umidade aumentam. Por isso, é essencial eliminar locais com água parada, que são os principais criadouros do mosquito”, destacou. Segundo ele, ações preventivas simples, como tampar reservatórios, limpar calhas e descartar corretamente o lixo, podem reduzir significativamente o risco de transmissão.
Mortes confirmadas e atenção aos sintomas
O boletim confirma 20 mortes por dengue em 2025 e outras quatro em investigação, além de 803 casos prováveis de chikungunya, com quatro óbitos registrados — a maioria em Xanxerê e Florianópolis. João Fuck reforça que a atenção aos sintomas é fundamental: “Febre alta, dores no corpo e nas articulações exigem procura imediata por atendimento médico, para evitar complicações”.