A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, com coordenação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A iniciativa tem como objetivo reconhecer a contribuição das mulheres para a produção de alimentos e para a segurança alimentar, além de estimular governos e instituições a adotarem políticas que reduzam desigualdades históricas no meio rural.
De acordo com a FAO, apesar da forte presença feminina na agricultura, na silvicultura e na pesca, as mulheres ainda enfrentam dificuldades de acesso à terra, crédito, tecnologia, assistência técnica e espaços de decisão. Essas desigualdades impactam diretamente a produtividade e a renda das famílias rurais. Dados globais mostram que a participação das mulheres é fundamental para a economia do setor agroalimentar, tornando o tema estratégico não apenas do ponto de vista social, mas também econômico.
Ações em Santa Catarina
Em Santa Catarina, a Faesc e o Senar/SC desenvolvem iniciativas voltadas à valorização da mulher no campo, como o Projeto Mulheres do Agro, que oferece capacitações técnicas, de gestão e empreendedorismo. Segundo o presidente da Faesc e do Senar/SC, José Zeferino Pedrozo, a formação e a inclusão das mulheres na gestão das propriedades geram resultados concretos. A expectativa é que o Ano Internacional da Mulher Agricultora fortaleça essas ações e amplie o debate sobre igualdade de oportunidades, participação feminina e desenvolvimento sustentável no meio rural.