Produtores de leite de Santa Catarina enfrentam uma das piores crises da história do setor, marcada pela queda contínua no preço pago ao produtor, aumento dos custos de produção, concentração de mercado e importações de leite a preços inferiores ao custo nacional.
Diante da situação, a Associação dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares da Microrregião Centro-Oeste, junto à Fetaesc, protocolou um ofício junto aos governos estadual e federal, solicitando medidas emergenciais para garantir a permanência da agricultura familiar na atividade leiteira.
No documento, as entidades pedem ações como definição de um preço mínimo acima do custo de produção, redução ou isenção do ICMS em períodos de crise, fiscalização rigorosa do leite importado, ampliação da compra por programas públicos como PAA, PNAE e Conab, além de crédito emergencial de até R$ 50 mil, com juros subsidiados e prazo de cinco anos para pagamento.
Santa Catarina proíbe uso de leite em pó importado
Para tentar diminuir a concorrência desleal com produtos vindos de fora, o Governo Estadual passou a proibir a reconstituição e comercialização de leite em pó importado como leite fluido em seu território. A medida foi oficializada com a sanção de uma nova lei estadual e tem como foco coibir uma prática considerada prejudicial aos produtores locais, que enfrentavam concorrência com produtos estrangeiros vendidos a preços mais baixos.