As lavouras de milho em Santa Catarina registraram nas últimas semanas uma queda significativa na presença da cigarrinha-do-milho, inseto que preocupa produtores por transmitir doenças capazes de comprometer a produtividade. Segundo dados mais recentes do programa Monitora Milho SC, a média estadual caiu para 70 insetos por armadilha, número bem abaixo do pico anterior, que chegou a 170. A redução ocorre em um momento próximo à colheita e é vista como positiva para o setor agrícola.
Menor risco para a produção
De acordo com a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, a diminuição da população da praga indica que as perdas na produção não devem ser significativas. Ela destaca ainda que a chegada do inverno tende a reduzir ainda mais a presença dos insetos no campo. Outro fator considerado animador é a baixa taxa de cigarrinhas contaminadas com a bactéria do enfezamento vermelho, doença que mais preocupa os agricultores pelos danos causados aos grãos.
Cuidados continuam necessários
Apesar do cenário favorável, especialistas alertam que o monitoramento deve continuar. A recomendação aos produtores é realizar a regulagem correta das máquinas durante a colheita e eliminar plantas voluntárias, conhecidas como milho tiguera, que servem de abrigo para a cigarrinha. Criado em 2021, o programa Monitora Milho SC reúne diversas entidades do setor agrícola e acompanha a presença da praga em diferentes regiões catarinenses, ajudando no planejamento e manejo das lavouras.
