A Ferrovia do Contestado, desativada desde a década de 1990, é alvo de novos estudos de viabilidade técnica e econômica para retomar suas operações no Norte de Santa Catarina. O levantamento, realizado em parceria entre o governo federal e a concessionária Rumo, analisa a demanda atual, as condições dos trilhos e o impacto ambiental necessário para a reativação. O foco principal do projeto é fortalecer a logística regional de Canoinhas, oferecendo uma alternativa ao transporte rodoviário para o escoamento da produção local.
O movimento ganhou força no início de 2026, quando Juliana Maciel, prefeita de Canoinhas a época, solicitou um estudo técnico para reativação da ferrovia. A secretaria de portos, aeroportos e ferrovias de Santa Catarina se posicionou favorável ao estudo, impulsionando a discussão para viabilização da operação da ferrovia.
O processo de avaliação técnica busca identificar se o investimento na infraestrutura antiga compensa os benefícios logísticos para o estado. De acordo com os responsáveis pelo projeto, os estudos devem definir o modelo de operação e a capacidade de transporte que o trecho pode suportar. Como a ferrovia faz parte de uma concessão federal vigente até 2027, a decisão final sobre o início das obras e o futuro da malha depende dos resultados desses relatórios técnicos e do interesse da União.

Além da logística, a reativação é vista como um movimento para recuperar um patrimônio que marcou a história de Canoinhas. Atualmente, o debate envolve a análise de custos para a modernização dos trilhos e a integração do trecho catarinense com o restante da malha ferroviária nacional. O objetivo central é que o retorno do trem de carga reduza custos de frete e aumente a competitividade das empresas da região de Canoinhas no mercado nacional e internacional.