O Brasil registrou um recorde histórico ao realizar 31 mil transplantes ao longo de 2025, o que representa um crescimento de 21% em comparação aos números de 2022. O transplante de córnea liderou a lista com 17.790 procedimentos, seguido por rim (6.697), medula óssea (3.993), fígado (2.573) e coração (427). Esse avanço foi impulsionado pela maior integração logística, que incluiu 4.808 voos para transporte de órgãos e equipes, e pelo uso de novas tecnologias, como a análise virtual de compatibilidade entre doadores e pacientes.
O sistema público de saúde foi responsável pelo financiamento de 86% de todas as cirurgias feitas no país, garantindo desde os exames iniciais até os medicamentos necessários após o procedimento. Para sustentar esse crescimento, o investimento federal no setor subiu para R$ 1,5 bilhão, um aumento de 37% em relação aos anos anteriores. Além do suporte financeiro, mais de mil profissionais de saúde passaram por treinamentos especializados para melhorar o atendimento às famílias e a identificação de doadores.
Apesar dos resultados positivos, a recusa das famílias em autorizar a retirada de órgãos ainda ocorre em 45% das oportunidades. Como a decisão final cabe aos parentes próximos, o diálogo em casa sobre a vontade de ser doador continua sendo o principal fator para reduzir o tempo de espera de quem aguarda por uma cirurgia. Atualmente, o país ocupa o terceiro lugar no mundo em volume total de transplantes, destacando-se pela oferta gratuita e universal desse serviço à população.