O mercado de terras agrícolas em Santa Catarina apresentou uma valorização significativa em 2025, evidenciando o crescimento contínuo do agronegócio catarinense. Segundo levantamento da Epagri/Cepa, o preço das propriedades rurais variou conforme a aptidão produtiva e a localização, atingindo patamares elevados em áreas de grande potencial. Em Campos Novos, por exemplo, o preço médio das terras de primeira classe alcançou R$ 169 mil por hectare, enquanto em regiões produtoras de arroz, como Turvo, as várzeas sistematizadas registraram média de R$ 164 mil por hectare.
Diversidade e dinâmica regional
A valorização não se limita apenas às áreas de cultivo intenso de grãos, refletindo a complexa dinâmica econômica do estado, que inclui fatores como a pressão urbana, o turismo rural e a legislação ambiental. Em contrapartida às áreas nobres, propriedades com limitações produtivas ou uso restrito, como terras de terceira classe ou destinadas à reserva legal, também apresentam precificação específica, variando entre R$ 10 mil e R$ 40 mil por hectare dependendo da região.
Desempenho econômico sustentável
O aquecimento no preço das terras é um reflexo direto do Valor da Produção Agropecuária (VPA), que em 2025 foi estimado em R$ 74,9 bilhões, uma alta de 15,4% em comparação ao ano anterior. Com a pecuária — especialmente suínos e frangos — e a produção de grãos como a soja liderando os resultados, o setor mantém um crescimento real médio de 4,3% ao ano na última década. O levantamento completo, que considera o valor da terra sem benfeitorias, está disponível para consulta gratuita no Observatório Agro Catarinense.
