O número de pessoas vivendo em situação de rua no Brasil atingiu a marca de 388.855 cidadãos, segundo dados oficiais do Cadastro Único (CadÚnico) compilados pelo Observatório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estado de São Paulo continua no topo do ranking nacional de forma disparada, abrigando 159.290 pessoas — o que representa cerca de 40% de todo o contingente do país. O avanço acelerado no Sudeste é impulsionado, em grande parte, pela migração de trabalhadores que viajam em busca de oportunidades de emprego, mas que acabam não conseguindo se sustentar e ficam sem moradia.
A situação em Santa Catarina
O levantamento trouxe um alerta específico para o Sul do país, enquadrando Santa Catarina na classificação de gravidade intermediária. O estado agora faz parte de um grupo que inclui o Distrito Federal e regiões como Goiás e Espírito Santo, onde os indicadores da população de rua acenderam o sinal amarelo. Estar nessa categoria significa que, embora o estado não tenha os números alarmantes de grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o crescimento dessa população já exige ações rápidas de assistência social e habitação para evitar que o problema saia do controle.
Perfil socioeconômico
A pesquisa da UFMG também traçou o perfil socioeconômico desse grupo, revelando que sete em cada dez pessoas nessa condição são negras. De acordo com os especialistas, o mapeamento é fundamental para que os municípios e estados possam direcionar políticas públicas eficientes, focadas em geração de renda e acolhimento.