Recentemente, um morador de Jaraguá do Sul foi contatado pelo celular por uma suposta agência que oferecia uma oportunidade de trabalho em uma empresa da cidade. Atraído pela proposta, o candidato compareceu a uma entrevista marcada em um hotel do município. No local, os golpistas recolheram todos os seus documentos pessoais, fizeram anotações e, alegando a necessidade de finalizar um cadastro, tiraram uma foto do rosto da vítima e colheram assinaturas, prometendo retornar o contato no dia seguinte para oficializar a contratação.
A farsa começou a ser descoberta após a vítima voltar para casa. Ao tentar obter novidades sobre a vaga, o trabalhador enviou mensagens para os organizadores da seleção, mas percebeu que havia sido bloqueado no aplicativo. O que parecia apenas uma reprovação no processo seletivo, na verdade, transformou-se em um grande prejuízo financeiro. Dias depois, o homem descobriu que os criminosos utilizaram os seus documentos e a foto tirada no hotel — que serviu como reconhecimento facial — para abrir contas e contratar um empréstimo em seu nome.
Diante do ocorrido, as autoridades e especialistas reforçam o alerta para que a população desconfie de promessas fáceis ou processos seletivos suspeitos. A principal orientação é priorizar seleções feitas diretamente nas sedes das empresas. Caso a entrevista ocorra em locais externos, o cuidado deve ser redobrado: processos de contratação comuns não exigem fotografias do rosto para “reconhecimento facial” imediato e nem assinaturas de contratos antes da admissão.