Cuidar da saúde do rebanho é um passo indispensável para proteger a produtividade das propriedades rurais. Entre as principais ameaças aos rebanhos criados a campo está a tristeza parasitária bovina, um nome genérico para um complexo de doenças causadas por dois agentes diferentes: a Anaplasmose (transmitida por insetos hematófagos, como moscas e pernilongos) e a Babesiose (transmitida por carrapatos). Como ambas atacam o organismo dos bovinos gerando uma anemia grave, elas frequentemente podem levar os animais à morte se não forem tratadas a tempo. A resistência natural dos bezerros começa com a ingestão adequada do colostro logo após o nascimento, o que garante uma proteção inicial importante no período em que os animais passam a ter os primeiros contatos com os parasitas.
Atenção aos primeiros sintomas do rebanho
Como o diagnóstico específico entre Babesiose e Anaplasmose é muito difícil de ser realizado diretamente no campo, o produtor precisa ficar atento aos sinais gerais que o animal apresenta. Os primeiros sintomas da tristeza parasitária incluem o comportamento do boi ou vaca de se separar do restante do lote, além de apresentar apetite deprimido, caminhar constantemente de cabeça baixa e orelhas caídas, ter dificuldade para respirar e sofrer um emagrecimento. A identificação rápida desses sinais faz toda a diferença para o sucesso do tratamento e para a plena recuperação do animal.
Prevenção controlada
Uma estratégia de manejo é permitir, de forma controlada, que os animais jovens tenham contato com uma quantidade pequena de carrapatos logo cedo. Essa exposição faz com que eles contraiam a enfermidade de forma branda, dando tempo para que o organismo reaja com eficiência e produza anticorpos de defesa. O ideal é que todas essas ações sejam acompanhadas de perto e recomendadas pelo médico veterinário responsável pela propriedade.