A indústria de alimentos de Santa Catarina enfrenta um cenário desafiador com a alta nos preços dos insumos, impulsionada pela inflação e pela valorização de produtos essenciais, como café e panificação. De acordo com a Federação das Indústrias de SC (FIESC), a inflação projetada para 2025, que inicialmente era de 13,5%, agora está estimada em quase 6%, refletindo diretamente nos custos de produção e no poder de compra da população.

O economista Marcelo de Albuquerque, da FIESC, explica que a inflação no setor é influenciada por fatores internos e externos. A produção de café, por exemplo, sofreu com quebras de safra, elevando os preços no mercado internacional. Desde março de 2024, o valor do café arábica subiu mais de 100%, impactando diretamente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já na panificação, os insumos tiveram alta expressiva: óleos e gorduras vegetais aumentaram 16,7%, o açúcar subiu quase 9% e o trigo 5,6%. Além disso, os ovos tiveram um salto de 37% no atacado desde janeiro de 2024.
Diante desse cenário, a indústria catarinense precisa se adaptar para evitar impactos mais severos na produção e no consumo. Segundo Albuquerque, a redução do poder de compra das famílias pode afetar o faturamento de diversos setores e limitar o crescimento da economia em 2025. A recomendação da FIESC é que as empresas fiquem atentas às projeções de mercado para minimizar os efeitos da inflação e garantir a competitividade do setor.