• https://cast.youngtech.radio.br/radio/8370/radio
  • Rádio Clube de Canoinhas 94,9 FM

Biobanco de algas preserva patrimônio genético e impulsiona pesquisas para o agro

Acervo criado pelo Instituto de Pesca reúne linhagens de algas marinhas há quase 30 anos e fortalece estudos voltados à biotecnologia, agricultura e conservação ambiental

O Instituto de Pesca, em São Paulo, mantém um biobanco que preserva o patrimônio genético de algas marinhas cultivadas no Brasil ao longo de quase três décadas. O acervo, criado oficialmente em 2017 e formado a partir de pesquisas iniciadas em 1995, reúne 12 linhagens conservadas em ambiente com temperatura e salinidade controladas. O objetivo é garantir a preservação da diversidade genética e disponibilizar esse material para futuras pesquisas científicas e para a recuperação de cultivos, caso ocorram perdas provocadas por fatores ambientais.

Proteção diante das mudanças climáticas

Além de funcionar como um repositório científico, o biobanco representa uma importante ferramenta de segurança para os produtores. Segundo a pesquisadora Valéria Cress Gelli, as linhagens armazenadas podem ser utilizadas para recompor cultivos afetados por eventos climáticos extremos. Um exemplo ocorreu em Ubatuba (SP), quando chuvas intensas reduziram a salinidade da água e comprometeram parte da produção. Como o material genético estava preservado em laboratório, foi possível repor rapidamente as algas, garantindo a continuidade da atividade.

Potencial para a ciência e a indústria

As diferentes linhagens conservadas apresentam características como coloração, velocidade de crescimento, concentração de pigmentos e teor de carragenana — substância amplamente utilizada pelas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. Esse conjunto de características torna o biobanco uma base importante para pesquisas em biotecnologia, desenvolvimento de insumos agrícolas e criação de novos produtos industriais. O trabalho também inclui o monitoramento da espécie Kappaphycus alvarezii, que, apesar de ser exótica, permanece restrita às áreas de cultivo no litoral paulista, segundo décadas de estudos realizados por pesquisadores brasileiros.

Autor:

Compartilhe

Publicações relacionadas

Além de ajudar a aquecer nos dias frios, rótulos tintos ganham destaque e podem ser
Condutor de 19 anos foi abordado durante operação da Polícia Militar; moto apresentava irregularidades e

A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial voltada para analisar a Proposta de Emenda

Não existem mais publicações para exibir