O ano de 2025 consolidou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) como peça-chave para o desempenho da agropecuária catarinense. O Estado alcançou um recorde histórico nas exportações de carnes, com 2 milhões de toneladas embarcadas e US$ 4,5 bilhões em receita.
Desse total, a carne de frango respondeu por US$ 2,45 bilhões, enquanto a carne suína somou US$ 1,85 bilhão, com produtos enviados para mais de 150 países. Os resultados estão diretamente ligados ao sistema de defesa sanitária, que garante rastreabilidade, biosseguridade e confiança internacional.
Sanidade animal e vegetal fortalecidas
Ao longo do ano, a Cidasc intensificou as ações de vigilância e prevenção de doenças, com mais de 413 mil fiscalizações em sanidade animal e a emissão de 1,38 milhão de Guias de Trânsito Animal (GTA). Santa Catarina manteve índices de destaque nacional no controle da brucelose e tuberculose, além de permanecer livre da influenza aviária de alta patogenicidade na produção comercial.

Na defesa vegetal, o Estado preservou o status fitossanitário de culturas estratégicas, como maçã e banana, com milhares de inspeções e certificações que ampliaram o acesso a mercados e garantiram segurança ao consumidor.
Inspeção, modernização e impacto social
Em 2025, a área de inspeção e certificação avançou com a habilitação de novas agroindústrias no Sisbi-POA e a concessão de Selos ARTE, fortalecendo a produção artesanal. Internamente, a Cidasc registrou avanços na governança, com aprovação das contas sem restrições após mais de duas décadas, além de investimentos em tecnologia e fiscalização inteligente.
Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, os resultados mostram que a defesa agropecuária é estratégica para o Estado, pois protege a saúde pública, dá segurança ao produtor e sustenta a competitividade de Santa Catarina no Brasil e no exterior.