Ter uma garrafinha de água sempre por perto é um hábito saudável, mas a falta de higiene pode transformar esse objeto em um ambiente propício para a proliferação de microrganismos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que garrafas reutilizáveis mal higienizadas podem favorecer o surgimento de infecções gastrointestinais, respiratórias e cutâneas. Segundo o infectologista Igor Marinho, o contato frequente com a boca, as mãos e a umidade cria condições ideais para o crescimento de bactérias e fungos, além da formação de um biofilme no interior da garrafa, dificultando a eliminação desses microrganismos.
Limpeza diária é a principal forma de prevenção
Especialistas recomendam que a garrafinha seja lavada todos os dias com água e sabão neutro, utilizando uma escova para alcançar o interior e a tampa. Para uma higienização mais profunda, também é possível deixá-la de molho por cerca de 15 minutos em uma solução de água com bicarbonato de sódio ou vinagre branco. Após a lavagem, é importante enxaguar bem e deixar a garrafa secar completamente ao ar livre antes de utilizá-la novamente. Outro cuidado importante é não compartilhar a garrafa com outras pessoas, reduzindo o risco de transmissão de vírus e bactérias.
Além da limpeza, o tipo de material influencia na higiene. Garrafas de aço inoxidável e vidro são consideradas as opções mais indicadas, pois acumulam menos microrganismos e são mais fáceis de limpar. Já as de plástico podem desenvolver pequenas fissuras com o uso, facilitando o acúmulo de sujeira e bactérias. A Anvisa também orienta que garrafas com cheiro forte, manchas, rachaduras ou sinais de desgaste sejam substituídas, já que esses danos dificultam a higienização e aumentam o risco de contaminação.