A Geração Z, composta por jovens entre 18 e 25 anos, está transformando os hábitos de consumo ao gastar cerca de 85% menos em bebidas alcoólicas do que as gerações anteriores na mesma faixa etária. Contudo, especialistas indicam que essa mudança faz parte de um cenário mais amplo de retração social. Além do menor consumo de álcool, esses jovens apresentam índices reduzidos de emprego e menos relacionamentos afetivos em comparação aos seus predecessores no mesmo estágio de vida.
Vários fatores contribuem para esse comportamento, incluindo a alta ansiedade, o isolamento digital e o elevado custo de vida, que desestimula saídas e eventos sociais. A valorização excessiva da produtividade e da saúde física também se sobrepõe à busca pelo lazer tradicional. Tendo crescido com as redes sociais como principal forma de interação e atingido a maioridade durante a pandemia, essa geração prioriza o uso de telas em vez do convívio presencial.
Embora a redução no consumo de bebidas seja considerada um ganho para a saúde pública, o paradoxo da hiperconectividade revela um aumento na solidão. Pesquisadores apontam que a troca da interação em grupo pelo uso solitário de redes sociais tem prejudicado a saúde mental. A falta de experiências reais e de conexão humana direta tem resultado em uma geração com maior dependência digital e dificuldades em desenvolver repertório emocional para lidar com o mundo.