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Golpe da falsa central bancária: Líder de esquema é condenada a mais de 23 anos de prisão em Santa Catarina

Ministério Público aponta que esquema utilizava falsos alertas de fraude para convencer vítimas a realizarem transferências via Pix; outros sete réus também foram condenados

Redação
Por Redação
04/08/2026 às 13:34 Canoinhas, SC
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Golpe da falsa central bancária: Líder de esquema é condenada a mais de 23 anos de prisão em Santa Catarina

Uma mulher apontada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como a chefe de um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas foi condenada a 23 anos, seis meses e seis dias de reclusão em regime inicial fechado. A decisão da 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital atendeu à denúncia apresentada pela 35ª Promotoria de Justiça, que revelou uma estrutura altamente organizada focada no chamado “golpe da falsa central bancária”. Além da líder, outros sete integrantes do esquema receberam penas que variam de dois anos e dois meses a três anos e quatro meses de prisão, também em regime fechado, por atuarem principalmente na cedência de contas bancárias para ocultar e pulverizar o dinheiro obtido de forma ilícita.

Como funcionava a fraude e a investigação

Durante as abordagens, os criminosos se passavam por funcionários de instituições financeiras e entravam em contato com as vítimas por telefone ou aplicativos de mensagem, simulando jingles de bancos, telas de aplicativos e conversas oficiais para relatar falsas invasões ou movimentações suspeitas. Sob a pressão de agir com urgência para proteger o patrimônio, as próprias vítimas eram induzidas a seguir instruções e autorizar transferências via Pix para contas controladas pelos golpistas. As investigações da Polícia Civil começaram após o registro de ocorrência de uma vítima e avançaram até um imóvel em São Paulo, que funcionava como uma central de aplicação de golpes, resultando na apreensão de celulares, notebooks e planilhas de controle financeiro que comprovaram prejuízos superiores a R$ 160 mil.

Alerta e prevenção contra golpes

Diante da sofisticação das abordagens, o Promotor de Justiça Giovanni Andrei Franzoni Gil reforça que a principal ferramenta dos criminosos é o fator psicológico da urgência para impedir a checagem dos fatos. O MPSC orienta a população a nunca informar senhas ou códigos, não clicar em links enviados durante chamadas e jamais realizar transferências motivadas por ligações ou mensagens de supostos atendentes bancários. A recomendação essencial de segurança é encerrar imediatamente a chamada e buscar o banco por conta própria, utilizando exclusivamente os canais oficiais de atendimento.