Com o retorno das aulas após o período de férias, especialistas alertam para o aumento da circulação de vírus entre crianças em idade escolar. O ambiente das salas de aula, o contato próximo entre os alunos e o compartilhamento de objetos facilitam a transmissão de infecções respiratórias e gastrointestinais. Segundo o médico alergista, imunologista e otorrinolaringologista Márcio Niemeyer, o reencontro dos estudantes amplia a exposição a diferentes agentes infecciosos, principalmente entre as crianças menores, que ainda estão desenvolvendo hábitos de higiene. Entre as doenças mais frequentes nesta época estão gripes, resfriados, viroses gastrointestinais e infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que pode provocar bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas.
Vacinação e higiene ajudam a reduzir os riscos
Especialistas reforçam que a vacinação em dia é uma das principais formas de prevenção contra doenças imunopreveníveis e suas complicações. Além disso, medidas simples, como lavar as mãos com frequência, evitar o compartilhamento de objetos pessoais, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e manter os ambientes bem ventilados, ajudam a diminuir a disseminação dos vírus.
O médico destaca que crianças com febre, prostração intensa (falta de apetite, disposição para caminhar, brincar ou conversar), vômitos, diarreia ou sintomas respiratórios mais fortes devem permanecer em casa até a recuperação ou avaliação médica. A medida, além de favorecer a recuperação da criança, também contribui para proteger colegas, professores e demais profissionais da escola. Para os especialistas, manter o aluno afastado durante o período de doença é um gesto de responsabilidade coletiva, que ajuda a interromper a cadeia de transmissão dos vírus e torna o ambiente escolar mais seguro para todos.