Segundo estudo da FGV-IBRE em parceria com o QuintoAndar, o retorno médio de quem investiu em propriedades residenciais chegou a 19,1% ao ano, considerando a valorização dos imóveis (12,9%) somada à renda de aluguel (6,2%). O número supera a taxa básica de juros, atualmente em 14,25% ao ano, tornando o setor uma alternativa competitiva de investimento, principalmente no cenário pós-pandemia, ou seja, investir em imóveis foi mais lucrativo que a Selic em 2024.
O levantamento mostrou que o Centro de Belo Horizonte foi o bairro mais lucrativo entre as grandes cidades analisadas, com um retorno total de 36,6%. Em São Paulo, o Jardim São Luís liderou com 24,7%, enquanto no Rio de Janeiro, o bairro da Penha entregou 20,5% de rentabilidade. Em contrapartida, o preço de venda dos imóveis em geral ainda está abaixo do que era antes da pandemia, revelando uma recuperação mais lenta nesse quesito.
Riscos e alternativas no mercado imobiliário
Apesar dos bons retornos, especialistas alertam para a baixa liquidez dos imóveis e os riscos ligados à localização, burocracia e mudanças urbanas. Como alternativa, os fundos imobiliários (FIIs) oferecem maior liquidez e acessibilidade, mas com maior exposição à volatilidade do mercado.
Enquanto isso, imóveis físicos seguem como uma opção de proteção patrimonial, principalmente em regiões valorizadas, como o litoral catarinense. Um imóvel de R$ 445 mil rendeu quase R$ 85 mil em um ano, desempenho superior ao de fundos e índices como o Ifix, que caiu 5,89% no período.