Com a chegada do outono e o aumento dos casos de gripes, resfriados e alergias, cresce também a procura por vitaminas e suplementos para tentar fortalecer a imunidade. Vitaminas C e D estão entre as mais consumidas sem orientação médica nesta época do ano. No entanto, especialistas alertam que a suplementação por conta própria não previne doenças respiratórias e pode trazer riscos à saúde. Segundo médicos e nutricionistas, manter hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, vacinação em dia e ambientes ventilados continua sendo a forma mais eficaz de proteção durante os dias frios e secos.
Hábitos saudáveis ajudam a fortalecer a imunidade
Especialistas explicam que o clima mais frio e seco favorece a circulação de vírus, além de irritar as vias respiratórias, aumentando casos de gripe, rinite, sinusite e outras infecções. Para fortalecer o organismo, a recomendação é investir em uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, especialmente alimentos com vitamina C, como laranja, limão e kiwi. A prática de atividades físicas, boa qualidade do sono, ingestão de água e exposição moderada ao sol também ajudam na manutenção da imunidade. Além disso, médicos reforçam a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, principalmente para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Uso excessivo de vitaminas pode causar danos
Apesar da fama de “aliadas da saúde”, vitaminas em excesso podem provocar efeitos negativos no organismo. Especialistas afirmam que suplementos só devem ser utilizados após avaliação clínica e exames laboratoriais que indiquem deficiência nutricional. O consumo exagerado de vitamina D, por exemplo, pode causar sintomas neurológicos, como sonolência e confusão mental. Já o excesso de vitamina C pode favorecer o aparecimento de cálculos renais. Médicos também alertam para riscos relacionados ao uso prolongado de vitamina A em altas doses, associado a problemas hepáticos. A orientação é evitar a automedicação e procurar acompanhamento profissional antes de iniciar qualquer suplementação.