A morte de uma pessoa querida pode ser difícil de compreender para as crianças, especialmente porque elas entendem a perda de maneiras diferentes, conforme a idade e o desenvolvimento. Enquanto as menores podem acreditar que a pessoa está dormindo ou que voltará, as mais velhas começam a compreender que a morte é definitiva. Por isso, especialistas recomendam que os adultos conversem com sinceridade, usando palavras simples e adequadas à idade, sem esconder o ocorrido ou criar explicações que possam gerar confusão ou medo.
Durante o luto, cada criança pode reagir de uma forma. Algumas demonstram tristeza e fazem muitas perguntas, enquanto outras continuam brincando e seguindo a rotina, mesmo após a perda. Também podem surgir sentimentos de culpa, medo, raiva ou saudade. É importante explicar que a criança não é culpada pela morte, acolher suas dúvidas e permitir que ela expresse o que sente, sem pressioná-la. A participação em velórios e despedidas deve ser avaliada de acordo com a situação e com o preparo da família, sempre oferecendo apoio emocional e respeitando os limites da criança.
O acompanhamento dos adultos é essencial para que a criança não se sinta sozinha nesse momento. Manter uma rotina, demonstrar afeto e abrir espaço para conversas ajudam a enfrentar a ausência. Quando o sofrimento se torna muito intenso ou persistente, com isolamento, mudanças importantes de comportamento ou dificuldades para retomar as atividades do dia a dia, pode ser necessário buscar ajuda psicológica especializada.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)