Com a chegada do inverno, muitas pessoas deixam de usar protetor solar por acreditarem que a menor intensidade do calor reduz os riscos da exposição ao sol. No entanto, especialistas alertam que essa percepção é equivocada. Mesmo nos dias frios ou com o céu encoberto, a radiação ultravioleta (UV) continua atingindo a pele e pode causar danos cumulativos ao longo dos anos. Entre os principais problemas estão o surgimento de manchas, rugas, perda da elasticidade e o aumento do risco de câncer de pele, o tipo de tumor mais frequente no Brasil.
De acordo com especialistas, os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, conseguem atravessar nuvens e até mesmo vidros de janelas. Isso significa que a exposição acontece não apenas na praia ou na piscina, mas também durante atividades rotineiras, como caminhar, dirigir, trabalhar próximo a janelas ou realizar exercícios ao ar livre. A recomendação é utilizar diariamente um protetor solar de amplo espectro, com FPS 30 ou superior, além de adotar outras medidas de proteção, como o uso de chapéus, óculos escuros e roupas adequadas quando houver exposição direta ao sol.
Hábito simples faz diferença para a saúde da pele
Os dermatologistas reforçam que o protetor deve ser aplicado de forma uniforme nas áreas expostas, como rosto, pescoço, orelhas, colo e mãos, e reaplicado ao longo do dia em casos de exposição prolongada ao sol, transpiração intensa ou contato com a água. Para quem usa maquiagem, existem versões em bastão, pó e compactas que facilitam a reaplicação. Mais do que um cuidado estético, manter o uso diário do protetor solar é uma medida preventiva que ajuda a preservar a saúde da pele e reduzir os efeitos da radiação ultravioleta durante todo o ano, independente da estação.