A miopia já atinge cerca de uma em cada três crianças e adolescentes no mundo, uma condição que pode surgir logo na infância e, sem o devido acompanhamento, aumentar o risco de doenças oculares graves no futuro. O presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, Doutor André Frutuoso, explica que o avanço dos casos resulta da combinação entre a predisposição genética e a mudança no estilo de vida. Atualmente, os jovens passam mais tempo focados em telas de celulares, tablets e computadores, enquanto reduzem as atividades ao ar livre, ambiente onde a exposição à luz natural atua como fator de proteção para a visão.
Para combater esse cenário, existem tratamentos com eficácia comprovada para conter a progressão da miopia, incluindo lentes de óculos específicas, lentes de contato especiais e colírios adequados. O médico ressalta que o diagnóstico precoce amplia as chances de controle e recomenda a prática de pelo menos duas horas diárias de atividades ao ar livre, além de pausas regulares durante o uso de telas e consultas oftalmológicas periódicas.
Como as crianças nem sempre percebem que estão enxergando mal, os pais devem ficar atentos aos sinais de alerta. Dificuldade para ver o quadro na escola, queda no rendimento escolar, hábito de apertar os olhos ou aproximar o rosto de livros e telas, dores de cabeça frequentes e trocas constantes de óculos são indícios de que é hora de procurar uma avaliação médica.