
Uma mulher foi vítima de violência doméstica pelo próprio namorado no sábado, (15), no Distrito de Marcílio Dias, em Canoinhas.
Quando policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de agressão na rua Carlos Groth, próxima à estação ferroviária de Marcílio Dias. No local, encontraram uma mulher com o rosto machucado e sangrando, vítima de violência doméstica. A vítima relatou que havia saído para uma festa com seu namorado, porém, durante o evento, ocorreu uma discussão motivada por ciúmes. A mulher decidiu voltar para casa sozinha, mas, ao chegar, foi agredida fisicamente pelo seu companheiro, resultando em uma lesão no nariz.
Após a agressão, o suspeito dirigiu-se a um portão de acesso à empresa de seu pai e começou a proferir xingamentos. Preocupados com a possibilidade de ele estar armado, os policiais solicitaram reforço para realizar uma varredura no local indicado pela vítima como o lugar onde o agressor teria fugido. Durante a busca, o pai do suspeito questionou a presença das guarnições e ficou extremamente alterado ao ser informado sobre o motivo da presença policial.
Mesmo diante das objeções do homem, as equipes policiais prosseguiram com a varredura e acabaram encontrando o suspeito escondido na residência onde a vítima estava morando. Ele foi preso em flagrante por lesão corporal leve, com base na Lei Maria da Penha. Durante a condução do suspeito até a viatura policial, seu pai se aproximou dos policiais e foi necessário o uso da força física para contê-lo, uma vez que ele proferia palavras de baixo calão e desacatava as autoridades.
Os dois homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia para as devidas providências legais. A vítima, após receber atendimento médico, foi acompanhada pela guarnição até a residência em que vivia com o suspeito para recuperar seus pertences. Durante essa busca, uma pistola calibre 9mm, juntamente com três carregadores, 22 munições e sete estojos do mesmo calibre, foi encontrada e apreendida em uma gaveta de um móvel no quarto do casal. A arma estava guardada em uma maleta, junto com a documentação que comprovava que o homem possuía registro para a posse dela.
Considerando a denúncia de disparo de arma de fogo durante o incidente, o temor da vítima pela sua vida e integridade física devido à posse de arma de fogo pelo agressor, e a medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha que permite a apreensão imediata de armas de fogo, os policiais optaram por apreender a pistola para posterior entrega na Delegacia de Polícia.