Uma mulher morreu após utilizar uma caneta emagrecedora sem acompanhamento médico em Balneário Camboriú. Segundo relatos de familiares, ela passou mal na manhã de sexta-feira, dia 1º de maio, um dia após aplicar a quinta dose de tirzepatida. O medicamento, conforme apurado, teria sido trazido ilegalmente do Paraguai e aplicado por uma pessoa sem formação na área da saúde ou conhecimento técnico.
Ao acordar, a vítima apresentou sinais de mal-estar e foi encontrada caída pouco tempo depois. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou um quadro grave de arritmia cardíaca e pressão arterial baixa, em 7 por 4. Após ser levada ao pronto atendimento e sofrer três paradas cardíacas, ela chegou a ser reanimada e transferida para o hospital, mas não resistiu a novas paradas e faleceu.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que o controle sobre esses medicamentos, conhecidos como agonistas GLP-1, foi intensificado para evitar riscos à saúde. Atualmente, a venda dessas substâncias exige receita médica em duas vias com retenção na farmácia. O uso de produtos sem registro ou de origem ilegal é desaconselhado devido ao alto risco de reações adversas graves e falta de segurança na composição.