Um novo tipo de vírus digital, identificado como PixRevolution, está preocupando especialistas em segurança no Brasil por sua capacidade de interferir em transferências bancárias no exato momento em que elas acontecem. O programa malicioso infecta celulares com sistema Android e utiliza ferramentas de acessibilidade para monitorar a tela do aparelho. Assim, enquanto a pessoa realiza um pagamento, o vírus consegue alterar o valor e o destinatário da transação sem que o usuário perceba antes de digitar a senha.
Diferente de golpes que dependem de enganar a vítima para que ela mesma faça a transferência, essa tecnologia atua de forma silenciosa dentro dos aplicativos de bancos. O vírus pode preencher campos automaticamente e até esconder avisos de segurança, tornando a fraude quase invisível. Estimativas indicam que prejuízos com crimes envolvendo o Pix e boletos já afetaram cerca de 24 milhões de brasileiros em um único ano, somando perdas bilionárias para os consumidores.
Para evitar prejuízos, a recomendação principal é instalar aplicativos apenas por meio das lojas oficiais e nunca autorizar permissões de “acessibilidade” para programas desconhecidos ou jogos suspeitos. Além disso, é fundamental conferir com atenção os dados do recebedor na tela de confirmação do banco, mesmo que as informações pareçam corretas inicialmente. Caso perceba qualquer comportamento estranho no celular, como lentidão excessiva ou telas que piscam durante o uso do banco, o recomendado é interromper a operação imediatamente.