Uma proposta de emenda à Constituição, que visa reduzir a jornada de trabalho de seis para quatro dias semanais, foi protocolada na Câmara dos Deputados com mais de 230 assinaturas. A autora da proposta, Erika Hilton (PSOL-SP), defende que a atual jornada de trabalho de seis dias por um de descanso é obsoleta.

Segundo Hilton, a mudança é necessária para alinhar o Brasil com outras realidades internacionais, adaptando-se à economia brasileira e aos desafios do país. A proposta sugere uma jornada de oito horas diárias e 36 horas semanais, ou seja, quatro dias de trabalho e três de folga.
O que diz a oposição?

O deputado Valdir Cobalchini (MDB-SC) também participou do debate, destacando a importância de discutir a jornada de trabalho, mas sugerindo um meio-termo. Para Cobalchini, a proposta de redução para quatro dias é radical e uma alternativa mais viável seria a jornada de cinco dias por dois.
O parlamentar acredita que a discussão deve ser pautada, mas com cautela para encontrar um equilíbrio entre os interesses dos trabalhadores e do setor produtivo.
Fecomércio se manifesta

A Fecomércio de Santa Catarina se posicionou contra a mudança, argumentando que a redução da jornada pode aumentar os custos operacionais das empresas, especialmente nos setores com maior demanda de mão de obra.
Em nota, a entidade afirmou que a medida pode levar a demissões e que o debate sobre a jornada de trabalho deve ser tratado de forma mais ampla, respeitando as especificidades de cada setor. Para que a proposta avance, é necessário um despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta, para que seja analisada pela Comissão de Constituição e Justiça.