O modelo de ressocialização adotado por Santa Catarina vem se consolidando como referência nacional, com detentos trabalhando e contribuindo financeiramente para o estado. Em 2024, o sistema prisional catarinense arrecadou R$ 28 milhões, valor que está sendo reinvestido em segurança, saúde e educação. Segundo o governador Jorginho Mello, a iniciativa reduz a reincidência criminal e fortalece as políticas públicas.

O dinheiro gerado pelo trabalho dos presos é distribuído de forma estratégica: 25% vai para o estado, cobrindo custos da estadia do apenado, 50% é destinado à família e os outros 25% são depositados em uma poupança para que, ao serem libertados, os detentos tenham um suporte financeiro para recomeçar suas vidas de maneira digna. Além do impacto econômico, o modelo auxilia na capacitação profissional dos presos, aumentando as chances de reinserção na sociedade.
O governo do estado também aposta na modernização do sistema prisional com parcerias público-privadas, incluindo a ampliação do complexo prisional de Blumenau, que deve gerar quase 3 mil novas vagas. Para o governador, esses investimentos reforçam Santa Catarina como o estado mais seguro do Brasil, graças ao equilíbrio entre punição e oportunidades de ressocialização.