A nova safra agrícola de Santa Catarina traz perspectivas distintas para as principais culturas do Estado. O tabaco aparece como destaque, com previsão de crescimento de 3,94% na área plantada, alcançando mais de 97 mil hectares, e produção estimada em 233,7 mil toneladas, 3,5% maior que no ciclo anterior. A expansão é puxada pelo Sul do Estado.
No caso da soja, o cenário é de retração após uma década de crescimento contínuo. A área cultivada deve cair 1,75%, o equivalente a mais de 13 mil hectares, resultado da pressão de preços mais baixos e da concorrência com o milho e o tabaco. Mesmo assim, o grão segue relevante para o comércio exterior: até agosto, o Estado exportou cerca de 1 milhão de toneladas, movimentando mais de US$ 400 milhões.
Já o milho apresenta recuperação e deve registrar aumento de 0,83% na área cultivada, com expectativa de produtividade média de 8.735 kg/ha e produção de 2,25 milhões de toneladas, consolidando a segunda melhor marca da série histórica. A demanda para rações, etanol e exportações sustenta preços estáveis, favorecendo o cultivo. No milho para silagem, também há crescimento de área, o que confirma o papel estratégico do cereal para o agronegócio catarinense.