A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um Guia Prático com orientações sobre como agir em casos de engasgo em crianças, um problema que causa cerca de duas mil mortes por ano no Brasil. Mais da metade das vítimas são menores de quatro anos.
O material explica a diferença entre engasgos por líquidos, como leite e sucos, e sólidos, como alimentos e pequenos objetos, e mostra como pais e cuidadores devem agir de forma segura e eficaz diante dessas situações de emergência.
De acordo com o guia, o engasgo por líquidos é mais comum em bebês e, geralmente, não causa obstrução total das vias respiratórias. Nesses casos, a criança deve ser mantida sentada ou semissentada, e não é recomendada a aplicação de manobras de desobstrução, que podem piorar o quadro. Já nos casos de engasgo por sólidos, é preciso identificar se a obstrução é completa.
Para bebês menores de 1 ano, a orientação é aplicar cinco tapas nas costas alternados com cinco compressões torácicas; já em crianças maiores, deve-se realizar a Manobra de Heimlich até que a respiração volte ao normal.
A SBP reforça que a prevenção é a melhor forma de evitar acidentes. Crianças devem ser sempre supervisionadas durante a alimentação e receber alimentos adequados à idade, cortados em pedaços pequenos. Também é importante evitar brinquedos e objetos pequenos que possam ser engolidos.
“Conhecer as condutas corretas e agir com rapidez pode salvar vidas”, destacou a pediatra Ana Carolina Viegas, lembrando que tentar retirar o objeto com os dedos ou demorar para acionar o SAMU (192) pode agravar a situação.