O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu oficialmente o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) em sua tabela de procedimentos para o rastreamento do câncer colorretal. A medida é voltada para homens e mulheres na faixa etária de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas da doença. O novo protocolo estabelece que o exame seja realizado a cada dois anos, com o objetivo de promover a prevenção e a descoberta precoce de alterações intestinais. O procedimento começará a ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro de 2026.
A tecnologia FIT utiliza anticorpos específicos para detectar quantidades mínimas de sangue humano nas fezes, invisíveis a olho nu, com uma sensibilidade estimada entre 85% e 92%. Uma das principais vantagens do método é a praticidade, já que a coleta pode ser feita pelo próprio paciente em casa, sem a necessidade de dietas restritivas ou preparo intestinal prévio. Caso o teste identifique sangue oculto, o paciente deve ser encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, para investigar a causa e retirar possíveis pólipos antes que evoluam para um tumor.
O câncer de intestino é o segundo tipo de tumor mais frequente no Brasil, com estimativa de 53,8 mil novos casos anuais para o triênio de 2026 a 2028. A ampliação do rastreamento tem potencial para beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros, aumentando as chances de cura, que são elevadas quando a doença é identificada em estágios iniciais. É importante ressaltar que o rastreamento é exclusivo para pessoas assintomáticas; pacientes que já apresentam sinais como sangue visível, dor abdominal ou perda de peso sem explicação devem buscar atendimento médico imediato para investigação diagnóstica.