O número de brasileiros com 60 anos ou mais que estão trabalhando registrou um salto na última década, atingindo o patamar de 25% de ocupação. De acordo com um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de profissionais nessa faixa etária subiu de 5,7 milhões para 8,7 milhões em um período de dez anos. Esse crescimento de 53% supera o próprio ritmo de envelhecimento da população, que aumentou 37% no mesmo intervalo.
Apesar da maior presença no mercado de trabalho, a maioria dessas oportunidades carece de estabilidade. O estudo aponta que 53% dos profissionais da chamada geração prateada atuam na informalidade, trabalhando por conta própria, realizando serviços temporários ou sem carteira assinada. Esse índice é significativamente maior do que a média geral do país, que se manteve próxima a 38% no último ano analisado. O cenário é motivado pela necessidade de complementação de renda, mudanças nas regras de aposentadoria e pelo aumento do custo de vida.
O panorama contrasta com a situação dos trabalhadores mais jovens. Em números absolutos, o Brasil tem 1,8 milhão de jovens desocupados — volume 8,3 vezes maior do que o de pessoas 60+ na mesma situação. Em relação aos ocupados, a diferença se mantém: o número de jovens trabalhando cresceu 8% no período (de 12,2 milhões para 13,1 milhões), contra o salto de 53% da Geração 60+.