O chimarrão, tradição muito presente aqui no Sul do Brasil, exige alguns cuidados simples para manter a cuia e a bomba em bom estado por mais tempo. No caso da bomba, especialistas orientam que, após o uso, o utensílio seja lavado em água corrente, permitindo que a água passe pelo bojo (parte inferior) para remover resíduos de erva-mate. Depois da limpeza, o ideal é guardar apenas quando estiver completamente seca, evitando a formação de fungos. Também não é recomendado usar esponjas ou materiais abrasivos, que podem riscar o metal e alterar sua textura.
Outro cuidado importante é não utilizar a bomba para retirar a erva da cuia ou bater o utensílio na borda do recipiente para limpá-lo, prática que pode causar danos. O recomendado é usar uma colher para remover a erva e, sempre que possível, alternar o uso entre duas bombas, permitindo que cada uma seque completamente antes de ser utilizada novamente. Bombas feitas com ligas metálicas que contêm prata ou ouro também são consideradas mais duráveis e menos propensas à proliferação de bactérias, pois esses metais possuem propriedades germicidas.
Já a cuia de porongo também exige atenção especial. Diferente do que muitos pensam, não é necessário “curtir” ou “curar” a cuia nova, pois atualmente os porongos passam por tratamento antes de chegar ao consumidor. O indicado é apenas lavar com água morna ou em temperatura ambiente e deixar secar naturalmente antes do primeiro uso. Evite deixá-la com erva por muito tempo. Após tomar o chimarrão, a erva deve ser retirada com uma colher e a cuia lavada apenas com água corrente, sem produtos químicos. Em seguida, deve-se deixá-la secando em pé, em local seco e arejado, longe do sol, para garantir maior durabilidade do utensílio.