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Após suspeita de vazamento de provas de concurso, prefeitura de Bela Vista do Toldo abre sindicância para apurar fraude

A Prefeitura de Bela Vista do Toldo anulou o Processo Seletivo Simplificado 003/2026 após recomendação do MPSC por suspeitas de vazamento de provas e falta de transparência. Uma sindicância foi aberta e novo certame deve ocorrer em 60 dias.

Redação Clube
Por Redação Clube
01/09/2026 às 07:18 Canoinhas, SC
Após suspeita de vazamento de provas de concurso, prefeitura de Bela Vista do Toldo abre sindicância para apurar fraude

A Prefeitura de Bela Vista do Toldo anulou integralmente o Processo Seletivo Simplificado n.º 003/2026. A decisão atendeu a uma recomendação formal da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas (MPSC), que aponta suspeitas de fraude e falta de transparência no certame.

 

As irregularidades investigadas

 

O estopim para a intervenção do MPSC foi a apuração de denúncias sobre a circulação indevida de provas e gabaritos antes da aplicação do exame, além da ausência de transparência na divulgação dos cadernos de questões e dos cartões-resposta aos participantes. Essas práticas feriram a igualdade de oportunidades entre os candidatos e inviabilizaram a fiscalização regular do processo seletivo, colocando em dúvida a legitimidade de todos os resultados obtidos.

 

Somado aos indícios de fraude, o Ministério Público identificou outra desconformidade jurídica: o oferecimento de vagas temporárias para setores essenciais da saúde e da assistência social. Por determinação constitucional, tais funções demandam a realização de concurso público para provimento efetivo, de modo que qualquer nova contratação emergencial deverá ter caráter estritamente transitório até a homologação de um concurso definitivo.

 

Prazos e sindicância interna

 

Diante do cenário, a Prefeitura publicou decreto e portaria para oficializar a revogação do certame, o desligamento dos servidores já nomeados no prazo de até 60 dias e a instauração de uma sindicância interna. A comissão investigadora tem a missão de rastrear a cadeia de custódia das avaliações, identificar possíveis agentes públicos facilitadores do vazamento e afastar os servidores suspeitos de futuras comissões organizadoras até o desfecho das apurações.

 

Para assegurar a continuidade dos serviços essenciais à população, a administração municipal terá um prazo de 60 dias para realizar uma nova seleção simplificada, desta vez com regras rigorosas de controle e transparência ativa.