Um enfermeiro foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por supostamente facilitar a entrada de equipamentos eletrônicos em uma unidade prisional de Chapecó. Segundo a investigação, o profissional teria usado o acesso ao setor de saúde para levar celulares, chips, carregadores, smartwatches e outros itens destinados a presos ligados a duas facções criminosas rivais. Ele já havia sido alvo da Operação Cura, deflagrada pelo GAECO em agosto, e permanece preso preventivamente.
A investigação aponta que a atuação teria ocorrido entre abril e agosto de 2026, após informações apresentadas por integrantes dos grupos criminosos em acordos de colaboração premiada. Entre os materiais apreendidos estavam bilhetes atribuídos a presos, com pedidos de aparelhos e orientações sobre como os equipamentos poderiam ser entregues dentro do presídio. Segundo a denúncia, alguns documentos também mencionavam pagamentos que poderiam chegar a R$ 10 mil por remessa.
Durante uma busca na residência do investigado, foram encontrados três celulares, cinco smartwatches, carregadores, placas eletrônicas e diversos cartões SIM. Manuscritos também foram recolhidos e, de acordo com o MPSC, indicariam que a suposta atuação não estaria ligada a apenas uma das facções.