A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou uma audiência pública para discutir os impactos do fechamento de agências bancárias no estado, resultando na proposta de criação de uma comissão para elaborar leis que exijam a manutenção do atendimento presencial. O debate, promovido pela Comissão dos Direitos do Consumidor, abordou a dificuldade de acesso aos serviços financeiros por populações vulneráveis, como idosos e moradores de municípios menores, que dependem da assistência física para operações complexas, crédito e prevenção de fraudes.
Dados apresentados durante o encontro apontam que, nos últimos dez anos, Santa Catarina registrou uma queda de 40% no número de agências. Atualmente, 44% dos municípios catarinenses não possuem unidades bancárias, afetando diretamente mais de 600 mil pessoas. A migração acelerada para canais digitais é apontada pelas instituições como o principal motivo para o encerramento das atividades físicas, embora a medida sobrecarrega os funcionários remanescentes e impõe o uso de aplicativos a perfis que não possuem acesso à internet.
Além da regulamentação do atendimento presencial, os participantes sugeriram a criação de normas que impeçam o poder público estadual de operar com instituições financeiras que não apresentem uma rede de agências adequada para atender a população.